“E por que tu gostas dela?”, ele perguntou, fiquei em em silêncio por uns segundos, não por não saber o que responder, mas por precisar organizar as ideias, todos os motivos estavam rodando pela minha cabeça, e não eram poucos.
“Ah, eu gosto dela por ela ser diferente”, isso fez ele rir, então rapidamente me dei conta que já sempre que íamos descrever a garota “da vez” usávamos esse termo, quando na verdade, elas eram sempre iguais. Então mesmo com as ideias ainda em circulação, puxei o ar, e comecei.
“Ela é madura, mais madura do que qualquer outra que eu conheça, ela tem um visão certa sobre as coisas, sabe? Sabe ver o mundo de uma forma bem legal. Ela é engraçada, mas engraçada de uma maneira ridícula. Ela não é carinhosa de mimi e nhenhenhe mas quando é, é muito bom, e quando não é, é bom também. Não tem como não gostar dela”
Ficamos em silêncio por um tempo, pensando naquelas coisas. A verdade é que isso pode não ser amor ainda, mas que ao que parece ser muito melhor do que isso. É de verdade, sou eu, e é ela, somos nós duas juntas (talvez mais eu do que ela) quem sabe segurando aos mãos? É isso, tudo culpa das mãos, malditas mãos!
“ wanna hurry home to you, put on a slow, dumb show for you, and crack you up”
Mas se um dia voltares, Nému, acorda-me, como inesperadamente me acordaste uma noite. Não me deixes dormir mais, desperta-me e tudo se iluminará num gesto, num sorriso teu. Talvez não seja tarde ainda para começarmos a regressar um ao outro. Basta beber o mel que sempre…
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